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Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

PSB decide punição a Carreras e outros nove deputados até dia 31 deste mês

Douglas Fernandes

Douglas Fernandes

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Publicado em 16/08/2019 às 8:39

O Diretório Nacional do PSB vai decidir a punição que será aplicada aos 10 deputados, incluindo Felipe Carreras, que votaram a favor da reforma da Previdência até o final deste mês. A instância partidária convocou os seus membros para se reunirem nos dias 30 e 31 de agosto.

O grupo era maior, mas o deputado Luiz Flávio Gomes (SP) – que havia votado favorável à proposta no primeiro turno – seguiu a orientação do partido no segundo turno e votou contra. Com esse movimento, o socialista se livrou de uma punição no processo disciplinar que é movido contra os socialistas pró-reforma no Conselho de Ética da sigla.

O nome de Gomes foi elencado, inclusive, entre os que “orgulham” a legenda por terem votado contra a reforma em uma nota do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. A manifestação causou forte reação de Felipe Carreras, que rebateu ao dizer que Siqueira não teria “estatura política” para continuar no comando da sigla.

Além de Carreras, Átila Lira (PI), Emidinho Madeira (MG), Felipe Rigoni (ES), Jefferson Campos (SP), Liziane Bayer (RS), Rodrigo Agostinho (SP) Rodrigo Coelho (SC) Rosana Valle (SP) e Ted Conti (ES) são alvos do processo disciplinar.

Foto: Humberto Pradera/Divulgação

Eles poderão sofrer desde uma simples advertência, passando por censura pública, suspensão por 12 meses, e cancelamento da filiação, até a expulsão do PSB. O processo já passou pela sua primeira etapa com a conclusão da análise do Conselho de Ética, que recebeu a defesa dos parlamentares. O conselho é responsável por recomendar qual a punição a ser aplicada aos dissidentes, cabendo ao Diretório Nacional a decisão final. A recomendação não foi divulgada.

Carreras criticou, em entrevista ao JC, o “suspense” sobre a decisão do conselho. “Fica parecendo que tem gente querendo transformar isso numa novela. O nosso voto (na reforma da Previdência) foi transparente, não foi escondido”, disse o deputado, que não poderá participar da reunião do diretório assim como os outros alvos do processo disciplinar. A informação foi dada por Carlos Siqueira ao jornal. 


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