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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Janaina Paschoal critica cineastas duas semanas após cancelamento do Cine PE

Amanda Miranda

Amanda Miranda

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Publicado em 28/05/2017 às 18:53

Duas semanas após o cancelamento do festival Cine PE porque cineastas retiraram seus filmes da mostra, a advogada Janaina Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT), usou o Twitter para criticar os artistas. As publicações foram neste domingo (28), dia em que é realizado um movimento cultural no Rio de Janeiro contra Michel Temer (PMDB).

O Cine PE seria realizado desde o dia 23 até esta segunda-feira (29), no Cinema São Luiz. Porém, foi cancelado no último dia 11, quando diversos cineastas desistiram de participar do festival por serem contrários aos filmes O Jardim das Aflições, documentário que fala sobre o filósofo conservador Olavo de Carvalho, e Real – O Plano por Trás da História, ficção que remonta a ação do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

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“O que me parece assustador é um grupo de supostos democratas querer dizer o que pode e o que não pode participar de um festival! Por que eles têm tanto medo de enfrentar narrativas divergentes? Não estão convictos de suas ideias?”, questionou Janaina Paschoal. “Aos 14 anos, assisti A Última Tentação de Cristo. Gostei como obra artística. O filme não abalou minhas convicções. Quando, pela intimidação, se busca calar qualquer tentativa de divergência é por medo das muitas mentiras serem desconstruídas. Desculpem, meus caros, vocês perderam o monopólio do discurso. Vão ter que aprender a viver em Democracia de verdade. Dá trabalho!”, concluiu.

Ao retirar os filmes da mostra, os cineastas assinaram um comunicado explicando: “Constatamos que a escolha de alguns filmes para esta edição favorece um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016.” Em carta, a diretora Sandra Bertini – casada com o idealizador Alfredo Bertini, que chegou a ser secretário do Audiovisual no início do governo Temer – afirmou que “jamais houve quaisquer formas de politização das programações”.


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