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Foto: Margareth Andrea/JC
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Comandante da PM diz que reajuste “não foi ideal, mas o melhor possível”

Amanda Miranda

Amanda Miranda

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Publicado em 03/02/2017 às 9:11

Quase dois meses após o início da “operação padrão” dos policiais militares, o comandante-geral da corporação no Estado, Carlos D’Albuquerque, pretende enviar ainda nesta sexta-feira (3) o projeto de lei do reajuste dos profissionais para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “Foi melhor do que a gente esperava. Não foi o ideal, mas o melhor possível dentro da realidade financeira do Estado”, afirmou D’Albuquerque, que não revelou valores.

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O comandante geral da PM tem uma reunião na manhã desta sexta-feira com o secretário de Defesa Social (SDS), Angelo Gioia. A expectativa é que, após a reunião, o governador Paulo Câmara (PSB) assine o projeto dele e ele seja encaminhado à Alepe. O socialista foi a São Paulo para prestar condolências ao ex-presidente Lula (PT) após a morte cerebral da esposa do petista, Marisa Letícia.

D’Albuquerque está negociando o reajuste salarial dos PMs com a Secretaria de Administração desde o início de janeiro e espera ter o projeto de lei aprovado até o Carnaval, no fim deste mês. A proposta deve tramitar na Alepe em regime de urgência. O Jornal do Commercio publicou nesta sexta-feira que o presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT) já se comprometeu a dar celeridade ao caso.

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Diante das negociações entre o comando da PM e o governo estadual, as associações que representam os militares têm afirmado que qualquer proposta deve ser aprovada pela categoria também. O debate antes era feito por um grupo formado por representantes dos militares e pelo governo, mas o governador revogou a criação do fórum em dezembro, transferindo a responsabilidade apenas para o comando. Os PMs reivindicam um plano de reajustes até 2018, como foi feito com a Polícia Civil.

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Após receber uma recomendação do Ministério Público de que deve prevenir e até reprimir uma possível greve, D’Albuquerque afirma que, em caso de mobilização, vai tomar as “medidas legais cabíveis a cada caso”. O comandante foi notificado da recomendação e respondeu por ofício que irá cumpri-la. Nessa quarta-feira (1º), a Justiça revogou uma decisão anterior e agora a Secretaria de Administração não é mais obrigada a recolher e repassar as contribuições dos PMs para as associações.


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