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Se detectado no início, paciente tem até 80% de chances de cura. Campanha alerta para diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço (Foto ilustrativa: Pixabay)
Se detectado no início, paciente tem até 80% de chances de cura. Campanha alerta para diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço (Foto ilustrativa: Pixabay)

Câncer de cabeça e pescoço é o segundo mais comum entre homens no Brasil

Cinthya Leite

Cinthya Leite

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Publicado em 03/07/2017 às 12:51

Um mês inteiro para reforçar a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado do câncer de cabeça e pescoço. Este é o objetivo do Julho Verde, mobilização criada há dois anos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que tem como data chave todo 27 de julho. Juntos, esses tumores representam, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o segundo tipo de câncer mais comum na população masculina brasileira, ficando atrás apenas do câncer de próstata.

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Nesse tipo de câncer, os tumores ocorrem na boca, faringe, laringe ou nos seios paranasais. Atinge, principalmente, homens com mais de quarenta anos. De acordo com o coordenador do serviço de Cabeça e Pescoço do HCP, Paulo Bentes, isso ocorre porque a doença está fortemente associada ao consumo de álcool e ao tabagismo. “Pessoas que utilizam cigarros há muito tempo têm riscos 20 vezes maiores de desenvolverem algum câncer de cabeça e pescoço. Quando há também o consumo do álcool, essa chance sobe para 25 vezes”, destaca. Nos últimos anos, a infecção pelo HPV também tem sido relacionada com tumores de boca, orofaringe e laringe.


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Os sintomas variam de acordo com o tipo do tumor, mas de modo geral, é preciso ficar atento a feridas na boca ou na garganta que demoram a cicatrizar; dor ou dificuldade para engolir; rouquidão por tempo prolongado; e caroços no pescoço. “Não existe nada mais fácil do que detectar esses sintomas, mas, mesmo assim, continuamos a fazer o diagnóstico do câncer quando ele já está avançado. Quanto mais cedo o tumor for detectado, maior a chance de cura e menor as consequências para os pacientes”, ressalta o médico. O paciente tem chance de cura superior a 80% quando a doença é detectada ainda no início.

Números

Em 2016, o serviço de Cabeça e Pescoço do Hospital de Câncer de Pernambuco recebeu mais de 2 mil novos pacientes com a doença, além de ter realizado mais de 11,2 mil consultas e de 2,6 mil cirurgias. Atualmente, o setor conta com 12 cirurgiões especialistas e é responsável por realizar cerca de 60% de todas as cirurgias em pacientes com câncer de cabeça e pescoço no Estado.


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