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Dia do Anestesiologista: Conheça o papel deste médico na hora do parto

Cinthya Leite

Cinthya Leite

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Publicado em 16/10/2015 às 12:56

A analgesia tira a dor mas mantém os sentidos da mãe, que pode continuar acompanhando ou participando do trabalho de parto (Foto: Divulgação)
A analgesia tira a dor mas mantém os sentidos da mãe, que pode continuar acompanhando ou participando do trabalho de parto (Foto: Divulgação)

Muitas gestantes têm uma porção de dúvidas sobre a anestesia usada na hora de dar à luz um bebê, seja durante a cesárea ou parto normal. Neste 16 de outubro, quando se comemora o Dia do Anestesiologista, a gente explica a função do médico dessa especialidade no momento do parto.

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No parto normal, a analgesia só é feita quando a dor está muito forte e atrapalhando o desempenho da mãe no processo. “A dor é uma sensação muito subjetiva. Há gestantes que entram em trabalho de parto e nem percebem. Nesses casos, não se faz necessária uma intervenção do anestesiologista. Mas existem outras grávidas que, na primeira contração, sentem muita dor. Nesses casos, nós precisamos intervir. Isso vai depender muito da sensibilidade de cada pessoa”, explica o médico anestesiologista Rui Leite, da Cooperativa dos Anestesiologistas de Pernambuco (Coopanest-PE).


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Ele diz ainda que algumas mães que optam pelo chamado parto humanizado preferem amenizar a dor com métodos que auxiliam no controle da dor. “Há quem se sinta melhor com música, água morna, acupuntura e massagem. Porém, não é todo mundo que consegue amenizar o incômodo dessa forma. É preciso levar em consideração a sensibilidade de cada pessoa.”

A analgesia é um dos componentes da anestesia, responsável apenas por amenizar a dor e, portanto, não tira os sentidos da gestante, permitindo que a mulher continue com o trabalho de parto. “A aplicação tem que ser feita de maneira adequada, com sintonia entre obstetra e anestesista, para que anestesia não atrapalhe o andamento do parto. É preciso respeitar o limite da droga. Se a dor não passar na primeira aplicação ou voltar, vamos aplicando as demais com técnicas contínuas e baixas”, explica Rui. Ele ressalta ainda que é preciso entrosamento entre os profissionais de toda a equipe na hora do parto.


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