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Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
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FBC minimiza salário 2,3% menor de terceirizados e defende venda da Eletrobras pelo filho

Amanda Miranda

Amanda Miranda

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Publicado em 04/09/2017 às 21:59

Agência Senado – Em discurso nesta segunda-feira (4), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) citou estudo que comprova que o salário pago ao trabalhador terceirizado é apenas 2,3% menor em relação ao de quem é contratado diretamente pelas empresas.

O senador citou o resultado da pesquisa dos economistas Hélio Zylberstajn, Eduardo Zylberstajn e Guilherme Stein, obtido pela análise de dados de cerca de 13 milhões de trabalhadores, constantes na Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho, entre 2007 e 2014.

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Fernando Bezerra Coelho lembrou que o resultado é bem distinto dos números apontados pelas centrais sindicais, contrárias à terceirização, que apontavam uma diferença salarial de cerca de 25%.

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O senador acrescentou que o estudo também indica aumento de apenas 4,7% dos salários de quem deixa de ser prestador de serviço em uma empresa terceirizada e passa a ser contratado diretamente.

Eletrobrás

O senador Fernando Bezerra Coelho também citou estudo da empresa Paraná Pesquisa que revela que a maioria da população brasileira, embora por pequena margem de diferença, apoia a ideia do governo de privatizar a Eletrobras para a iniciativa privada, proposta pelo filho dele, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho.

Segundo o senador, mesmo com essa operação, o governo terá direito de intervir em questões estratégicas de interesse nacional.

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Fernando Bezerra Coelho lembrou que a proposta ainda será debatida no Congresso Nacional, antes de ser efetivada.

“Nos últimos 15 anos, o setor público, o setor elétrico, formado pelas estatais do governo federal, representou apenas 17% da geração de energia nova nesse país. Ou seja, é um setor que hoje está aberto ao capital nacional e internacional e, portanto, não é verdade que essa democratização do capital da Eletrobras vá contrariar os interesses importantes para o desenvolvimento da infraestrutura e da economia brasileira”, concluiu.


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